quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Metodologia "Oficinas Interdisciplinares" de Marcia C. Rigon:

Estaremos apresentando e debatendo subsequentemente, a metologia inovadora da Professora Marcia C. Rigon, cuja prática  ultrapassou o modelo teórico, encontrando um laboratório de sucesso nas escolas do SESI:
http://www.cici2010.org.br/FreeComponent10069content95031.shtml


Conheça, pelo idealizador do Colégio SESI, a visão e motivos que o levaram a investir em um projeto educacional inovador.


"O ideal de criar uma escola tão inovadora, com um ambiente dinâmico e participativo, centrada no indivíduo, mas focada nas transformações do mundo real, sempre esteve em meus planos e, ao assumir a Presidência da FIEP em 2003, firmei um sólido compromisso com a educação.
Quando descobri que a professora Márcia C. Rigon havia desenvolvido uma metodologia de ensino que apostava na formação humana, na criatividade e na sociabilidade, sem abrir mão da preparação para a dinâmica da vida profissional, imediatamente começamos a trabalhar em parceria.
Em 2004, ela nos apresentou esta metodologia inovadora, que era a certeza de uma proposta de mudança e de que havia alguma nova perspectiva para a educação neste país.
Ali nascia uma escola que estimula vivências essenciais para transformar alunos de Ensino Médio em cidadãos atuantes, éticos e responsáveis: trabalho em equipe, vivência de valores éticos, práticas de empreendedorismo, aprofundamento e aplicabilidade do conhecimento, relações inter e transdisciplinares.
Tanto é verdade que, a cada dia, os resultados práticos das Oficinas de Aprendizagem, superam nossas expectativas, formando e estimulando alunos criativos, com novas posturas diante de seus desafios e com uma visão transformadora de futuro, fazendo a diferença e encantando a todos em todos os espaços que atuam. "

Rodrigo Costa da Rocha Loures
Ex-presidente da FIEP

 http://www.sesipr.org.br/colegiosesi/FreeComponent10288content143873.shtml

A Lógica Por Trás da 'Escola':





(...) o fato é que o controle, já há muito tempo, passou das mãos das pessoas para a lógica das instituições. (...) Assim, o discurso da escola ficou, progressivamente, como algo solto no ar, que não se liga, pelo desejo, nem aos que fazem de conta que ensinam, nem aos que fazem de conta que aprendem. (...) Porque bons professores, dentro deste quadro, são gerentes de produção, controladores de qualidade, especialistas no ensino de técnicas. 
Por que nos tornamos animais domésticos? Por que nos esquecemos dos nossos sonhos? Que ato de feitiço fez adormecer o educador que vivia em nós? Aqui é fácil encontrar explicações apontando para os donos do poder: foram eles que nos castraram.
Mas, se acendermos a fornalha que faz entrar em ebulição o caldeirão mágico da criatividade, estaremos preparando os caminhos que conduzem dos subterrâneos reprimidos do inconsciente até o nosso mundo diurno-institucional; então, abriremos as portas das feras selvagens não reprimidas; soltaremos as águias. E o mundo tranqüilo das instituições, burocracias, orçamentos, projetos e relatórios entrará em crise."

(Educador Rubem Alves - em 'Conversas com Quem Gosta de Ensinar').




Realmente
o
Fim!!!

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Obras de Iko Vedovelli ao som de Corações Partidos Blues


Minha estréia como compositor, "Corações Partidos" é um grito
suburbano conurbado e solitário por excelência. A tradução e
interpretação do Elvis Martinato é de alma. A gravação do 'Elvis Trio'
ficou soberba. Já a obra do Iko não prescinde de apresentação. Por
falha minha, estão inclusos no vídeo desenhos de J.Ricardo (o olho
ciclópico que abençoa o show de rock) amostra de artistas jovens de
uma excepcional safra, cujo pico ainda está por surgir.

"Cortina de Burrice"


"A Revolução Russa popôs-se a criar o "paraíso socialista" (...) Na teoria, todos tinham direito a habitação, emprego, comida, escola e ópera. Mas a dieta era parca e o povão queria consumir mais. Daí a necessidade do que Churchill chamou de Cortina de Ferro, para não deixar que os russos bisbilhotassem o que consumia o mundo capitalista decadente. (...) Foi uma besteira, pois não houve maneiras de impedir um povo educado de ver o que acontecia do lado de fora. (...) Os governantes brasileiros fizeram muito melhor. Abriram tudo, viaja-se à vontade. Mas não cometeram os erros dos russos. A garantia de isolamento do país está em uma educação de péssima qualidade e a conta gotas. Assim nasceu um cortina de burrice, muito mais eficaz, pois somos um país isolado do resto do mundo."
(Claudio de Moura Castro - em "Cortina de Burrice - ensaio para 'Veja' de 17-11-10).


Comentário:
Quem, entre os professores do ensino fundamental e médio, seja público ou privado, ousaria levar tal texto para análise de seus alunos mesmo que de forma extra curricular? O governo brasileiro deu o pontapé inicial através do aparelhamento político da Universidades Federais, os governos estaduais que já encampavam politicamente as escolas, agora dividem a 'tutela ideológica' de alguns mestres com os municípios, onde os partidos vislumbram na figura de professores populares e diretores-seguidamente reeleitos para o exercício da função, potenciais futuros vereadores ou prefeitos. Não há mais um compromisso com a verdade e com o desenvolvimento do espírito crítico. A escola voltou a ser a exatidão do que fora na época da 'ditadura militar'. Pior, agora, o quadro é ainda mais grave. Não estamos assistindo o sucateamento da educação e do futuro do intelecto nacional por imposição de força bruta, mas por vontade própria, participação lasciva ou resignação cotidiana. Nos querem medianos e preguiçosos, e nós, o que realmente queremos? Como estão nossos filhos? São leitores? Monteiro Lobato ou 'Crepúsculo'? Focault ou 'Paulo Coelho'? Ah! ...sei. Quem escreve estas linhas é preconceituoso então? Ah! ...sei. "O mais importante é que leiam, aprendam a gostar de ler, não importa o que... e blá blá blá..." Percebeu? Este argumento inicialmente, era deles. Você esqueceu que, não havia um jovem nazista alistado no partido recém fundado por um jovem chamado Hitler, que não fosse alfabetizado, o mesmo acontece com o terrorismo do 'Islã', ultra direita na Europa e eventos isolados envolvendo psicóticos solitários nas Américas, todos deixam seus manifestos ou cartas, indícios do que leram e onde buscaram inspiração. Isolados nestas nefastas leituras, (note, o malévolo não está nas obras, mas na leitura paranoica, solitária e silenciosa) num momento de desequilíbrio interno ou luta com a realidade externa, uma simples metáfora ideológica ou profética ganha peso de sentença terminal. Mas eles têm saído da escola cientes do que realmente significa metáfora, comparação, descrição, ilusão ou realidade? Duvido.
(Daniel Estefani - DaniCircoSolar )


Fim?
Ainda não!!!

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Sobre o cárcere institucional:



"O educador é um ausente. Nosso espaço funcional gerenciado, torna possível falar sobre funcionários definidos pela instituição. Mas ele não permite que se fale sobre coisa alguma que se move num espaço definido pela liberdade. O educador tem, assim, o estatuto de um conceito utópico, de existência prática proibida e, por isto mesmo, existência teórica impossível. E é por isto que as ciências, silenciaram sobre ele. (...) O fato é que o controle, já há muito tempo, passou das mãos de pessoas para a lógica das instituições. Assim, o discurso da escola ficou, progressivamente, como algo solto no ar, que não se liga, pelo desejo, nem aos que fazem de conta que ensinam, nem aos que fazem de conta que aprendem."
(Rubem Alves -  em "Conversas Com Quem Gosta de ensinar").


EnD.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

A Natureza do Mito da Caverna Platônica na Infância:



"Se era inteligente, não sabia.
Ser ou não inteligente dependia 
da instabilidade dos outros."
(Clarice Lispector - em 'Miopia 
Progressiva').


"O nascimento representa a entrada num mundo que oferece uma riqueza aparentemente infinita de experiências. (...) O mundo da criança é habitado por outras pessoas. Ela logo aprende a distinguir estas pessoas, e algumas delas assumem uma importância toda especial. Desde o início a criança desenvolve uma interação não apenas com o próprio corpo e o ambiente, mas também com os outros seres humanos. A biografia do indivíduo desde o nascimento é a história de suas relações com outras pessoas."
(Peter L. & Brigitte Berger - em 'O Que é uma Instituição Social?')












nem de convencer alguém.
Se não transformarmos nossos conceitos e ações:
o que dirá o futuro quando contar nossa
história?

End 

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Aos Mestres com Carinho:




"Se não houvesse uma instituição de aprendizagem obrigatória e para determinada idade, a infância deixaria de ser 'produzida'. Os jovens das nações ricas estariam liberados de sua destrutividade e as nações pobres não tentariam rivalizar com a infantilidade das nações ricas. Se a sociedade quisesse superar sua idade infantil, teria que tornar-se suportável para os jovens. Já não poderia ser mantida atual disjunção entre uma sociedade adulta que pretende ser humana e um ambiente escolar que zomba da realidade."
(Ivan Illich - em 'Sociedade sem Escolas').




segunda-feira, 16 de maio de 2011

O Menino que Virou Luz: ou sobre o que é invisível nas hierarquias!!!



"Tinha um menino que sempre calçava os sapatos do seu pai. Uma noite o pai do menino ficou cansado de ficar sem sapatos, então pendurou o menino na luz, mas quando deu meia noite o menino caiu, então o pai pensou: 'O que será, talvez um ladrão?' Foi ver e encontrou o menino no chão, tinha ficado todo aceso. O pai tentou girar-lhe a cabeça, torcer-lhe as orelhas, dar-lhe um apertão no nariz, puxar-lhe os cabelos, cutucar-lhe o umbigo e ele não apagava, só então experimentou tirar-lhe os sapatos  e conseguiu: o menino  apagou."



A história acima narrada foi inventada por três crianças, quando foi sugerido pela professora, que estas construissem uma pequena fábula a partir do binômio 'luz' e 'sapatos'. O texto é citado pelo "Professor Gianni Rodari" na excepcional e imprescindível obra didático-pedagógica: 'Gramática da Fantasia', e é claro, apesar de mantido integralmente o conteúdo, o texto sofreu por mãos adultas uma padronização gramatical, ainda assim, não perde em beleza e possibilidade de aprendizado e avaliação psicanalítica.










segunda-feira, 9 de maio de 2011

"Daquilo que poderíamos ser se não tivéssemos sido domesticados."



"Educadores, onde estarão? Em que covas terão se escondido? Professores, há aos milhares. Mas professor é profissão, não é algo que se define por dentro, por amor. Educador, ao contrário, não é profissão; é vocação. E toda vocação nasce de um grande amor, de uma grande esperança. (...) Eu diria que os educadores são como velhas árvores. Possuem uma face, um nome, uma 'estória' a ser contada. Habitam um mundo em que o que vale é a relação que os liga aos alunos, sendo que cada aluno é uma entidade 'sui generis', portador de um nome, também de uma 'estória', sofrendo tristezas e alimentando esperanças. E a educação é algo para acontecer neste espaço invisível e denso, que se estabelece a dois. Espaço que é artesanal."

(Rubem Alves - em 'Conversas Com Quem Gosta de Ensinar'.).





GRAVURA PRESENTE NO LIVRO INDICADO ABAIXO:


Sugerimos também a excepcional obra: 

O livro "Cuidado, Escola!", lançado em 1980 pela editora brasiliense, sob a autoria da equipe componente do IDAC ( Instituto de Ação Cultural )Babette Harper, Claudius Ceccon, Miguel Darcy de Oliveira e Rosiska Darcy de Oliveira e apresentado por Paulo Freire, traz um estudo crítico sobre a educação desde sua origem até sua sistematização com o surgimento das instituições de ensino. É com uma linguagem acessível e criativas ilustrações que o estudo crítico busca refletir sobre o processo educativo, abordando temáticas como a crise escolar, a origem da escola atual, o seu funcionamento, as desigualdades sócio-culturais que envolvem o processo de ensino-aprendizagem, as alternativas pedagógicas e um questinamento sobre a origem dos problemas que envolvem o sistema educacional.